É engraçado que, antes mesmo de assistir Obrigado por Fumar (Thank you for smoking, do longínquo 2005) eu pensava em escrever sobre ele aqui na sessão de Recomendações.
Sabe-se lá porque, eu imaginava que fosse gostar do filme, mesmo detestando com todas as minhas forças o trabalho mais famoso do diretor Jason Reitman, Juno.
Mas não foi bem isso que aconteceu. 
O filme, leve e um tanto descompromissado, narra a história de Nick Naylor (brilhantemente interpretado por Aaron Eckhart) que é um contratado da indústria de cigarros para, justamente, defendê-los. Indo a programas de televisão, e bolando estratégias para conseguir, no mundo atual dominado pela geração saúde e pelo politicamente correto, introduzir o desejo de fumar nas pessoas. Por conta do emprego ele é mal visto pela sociedade em geral, pelo filho e por todo mundo que ele não tenha a oportunidade de conversar.
Afinal, se o filme tem um trunfo, ele está aí, Nick Naylor é um personagem sensacional, cínico até o último fio de cabelo, seria capaz de convencer o Diabo a dar dízimos a igreja. Mas, embora o filme tenha algumas boas e ácidas piadas, e um protagonista carismático, fica a impressão de que falta algo, por isso ele não entrou na sessão de Recomendações.
E talvez, o sentimento seja mais de decepção do que qualquer outra coisa, o filme em si não é ruim, mas a idéia promete muito mais. Nick poderia passar por muitas outras situações divertidas e interessantes, onde então, o ótimo personagem seria melhor aproveitado, mas infelizmente não é isso que acontece, afinal, a força do filme está toda em Nick.
O roteiro parece um pouco apressado, a discussão é ótima, mas mal aproveitada. No fim das contas, Obrigado por Fumar (onde, incrivelmente, ninguém fuma) vale pela diversão e pelo tom crítico e sarcástico das piadas, mas poderia ser muito mais.
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Em breve, um super novidade aqui no blog, eu e o Fabrício estamos preparando um podcast super divertido e emocionante com muita música boa e, sei lá, convidados legais. Nada famosos, mas legais , você não perde por esperar.
E eu definitivamente não sei fazer propagandas.
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