terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem Avisa…Corrida Mortal

Quem avisa…Amigo é. Essa nova sessão do blog é exatamente isso, eu e o Fabrício, como bons amigos, lhe avisaremos, “salvaremos” de algo que é realmente ruim.

Corrida Mortal (Death Race, 2008) é um belo exemplo disso, aliás, mais que tudo, é um belo exemplo de potencial desperdiçado.

Você pode achar o que for, mas, para mim, um filme que tem condenados a prisão perpétua correndo até a morte em carros munidos de metralhadoras e mísseis com mulheres em slow-motion como navegadoras é algo muito interessante, afinal, cinema não precisa ser pura arte, nenhum filme tem a obrigação de ser a oitava maravilha do mundo, muito menos um com carros cheios de metralhadoras.

Além disso, quando vi que o papel principal era interpretado por Jason Statham fiquei ainda mais animado. O ator ganhou todo o meu respeito no quesito “filmes de ação” depois de Adrenalina, que é ação pura e sem vergonha. Desde a primeira, genial e mais calma cena do filme, toda em “primeira pessoa” até a última, rápida, seca, de fazer qualquer um soltar um palavrão. Adrenalina é um belo exemplo de filme de ação.

Corrida Mortal, não

A primeira cena do filme tinha tudo pra ser genial também, mas é estragada pelo seu maior defeito, e infelizmente não o único, parece que o diretor Paul W.S. Anderson e seu parceiro na fotografia Scott Kevan simplesmente não sabem filmar cenas de ação envolvendo carros e tiros e explosões e tudo o mais.

Pior, parece que aprenderam, do pior jeito, com Michael Bay. Simplesmente não dá pra entender direito o que está acontecendo. Panorâmica da pista, close no piloto, close na metralhadora, close na roda, explosão, close no piloto, derrapagem, corta para outra panorâmica, frase de efeito com close nos lábios do piloto, explosão, close no míssil. Tudo isso em quinze segundos, chega a dar tontura.

E isso se repete em absolutamente todas as cenas de ação do filme, única delas que merece destaque é justamente uma que não tem carros. Pelo menos não em movimento, quando Jensen Ames, o protagonista interpretado pelo carísmatico Jason espanca alguns caras em uma oficina.

Mas, como disse, as cenas de ação, absurdamente pirotécnicas e nada empolgantes, não são o único defeito do filme. Certas vezes ele beira o risível, um exemplo disso é quando, do nada, um ninja aparece na cozinha do protagonista. UM NINJA! Quer dizer, um cara vestido de ninja, que não age como ninja, esse é o problema.

O roteiro também é fraquíssimo, Adrenalina quase não tem roteiro, mas a graça do filme é essa, aliás, a alma do filme está aí, é tudo tão rápido e desesperador que nem da tempo para pensar em coisas como…roteiro! Mas Corrida Mortal em momento algum se propõe a isso, muito pelo contrário, tenta aprofundar os personagens de maneira nada convincente.

Em certo momento do filme ele nos dá um flashback patético, para dizer algo que estava óbvio até para quem estava dormindo o filme inteiro (o que nem era difícil, a julgar pela empolgação das cenas de ação), subestimando o expectador de maneira escancarada. Mas isso até é perdoável, quase todos os filmes de Hollywood fazem isso, pra ninguém terminar o filme dizendo que entendeu nada, o que não é perdoável é a redenção praticamente instantânea de um personagem e uma reviravolta totalmente absurda no final.

O grande destaque do filme fica para a fofura da bebê que interpreta a filha do protagonista.

E quando o maior mérito de um filme que tem condenados a prisão perpétua correndo até a morte em carros munidos de metralhadoras e mísseis com mulheres em slow-motion como navegadoras é um bebê, é porque tem algo muito, mas muito errado com esse filme.

Um comentário:

Gabriela Petrucci disse...

HASUIDHASUDIA
Pior mesmo que eu ri.
Quando você disse que dormiu, achei que nem tinha chegado a criar uma opinião sobre o filme.
Fiquei curiosa pra ver essa bebê que ganha destaque no filme, sem intenção alguma.

Beijo